Seguem, conforme prometido, as cenas do próximo capítulo, ou melhor, o lado positivo e inexplicável de uma paternidade.
Eu acredito que essa, de fato, é encarada emocionalmente junto com a mãe , obviamente de uma forma diferente, mas é sentido sim. É um sentimento muito bom, talvez algo comparado como acontece às grandes ficções cinematográficas, em que pessoas normais podem se transformar em super-heróis e salvar pessoas de grandes perigos. Mais ou menos assim é o sentimento em relação ao futuro filho, mesmo sabendo que posteriormente e provavelmente, as coisas serão bem diferentes.
Durante toda a gravidez é como se você também fosse uma espécie de Castelo Forte, ou melhor, realmente se sentisse assim, em decorrência da fragilidade em tantos aspectos da futura mamãe, sua companheira. Isso é bom de alguma forma, pois a mãe se apega emocionalmente aos seus próprios sentimentos de fragilidade e se une a você, como se administrar com amor e paciência as crises de enjoos, as rejeições aos cheiros que levam a estes e os desejos inesperados por alimentos pouco ou nunca consumidos antes, significassem, de fato, como o maior dos nobres gestos, ou seja, "uma grande prova de amor". Isso é muito legal porque fortalece o que se deve ter como principal numa relação: amizade.
O desconhecido assombra e faz viver novas experiências em muitos aspectos, e o passar dos meses denota vários momentos, para os outros, ocorridos num piscar de olhos; e pra você, num bocejar de um sono intenso. São dias emocionantes e ao mesmo tempo normais, com brigas e discussões também, mas estas, muitas vezes praticadas por você, por puro esquecimento de que existe uma coisa nova, ou melhor, um novo ser integrante da família... um bebê, pois se lembrasse mais constantemente disso, como se da mesma forma, o sentisse mexendo dentro de você, talvez aquelas quase inexistiriam. Todas essas novas e boas emoções se integram assim como os aplausos ao fim de um grande espetáculo, ao ouvir o choro... um som, um sentimento praticado como que por uma parte sua, sem o seu comando neurológico... algo cósmico, vivenciado nessa proporção e dessa forma, posso eu dizer até agora, apenas naquele minuto em que se inicia a vida, não qualquer uma, ressalto. "Cósmico"... sobrenatural...indescritível.
Segue a vida e o seu lado bom, com um cheirinho de amaciante de bebê maravilhoso, o apoio da família no que for preciso e os gestos carinhosos dos melhores amigos presentes. O olhar do seu bebê, o soninho angelical e o emocionante sorriso, crescem a cada dia em sentimento, lhe trazendo vontade de ficar sempre perto e perceber cada vez mais seu desenvolvimento. E segue a vida em seu círculo até o presente momento; pra constatar basta retornar à postagem anterior.
Abraços e até a próxima!!!
SALADAS LITERÁRIAS
Este espaço é reservado para discussões sobre temas diversos atuais ou antigos, mas que de alguma forma influenciam e tornam-se esclarecedores. Religião, literatura, moda, sexualidade, música, teatro, saúde, beleza etc... "uma salada só", mas quando bem preparadas e com bons ingredientes literários, as "saladas" são, com certeza, nutritivas e promovem saúde física, moral, espiritual, social, intectual e outros "ais" por aí... kkk ! Conto com sua participação e comentários por aqui, fique à vontade, critique... escreva! Abraços!
"(...) Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir (...)"
Machado de Assis - Memórias Pórtumas de Brás Cubas
"(...) Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir (...)"
Machado de Assis - Memórias Pórtumas de Brás Cubas
segunda-feira, 29 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Agora estou vivendo a experiência de ser pai. Não é tarefa fácil expressar com palavras escritas à respeito de um sentimento que ainda se amadurece em meu ser. Prontamente posso afirmar que é algo meio estranho; digo isso porque tento ser o mais racional possível, sabendo que o mundo real não é feito de coisas unicamente positivas, quando se trata de paternidade em seu sentido amplo.
A sociedade alimenta melosidades e cria paradigmas desonestos para os pais ideológicos. Ou seja, em sua maioria, essa coloca em segundo plano as realidades desse momento. Eu, graças a Deus, tenho a bênção de ter uma excelente esposa, pais e sogros; futuros, ou, agora, em particular, avós do meu filho. Isso resolve a maioria do problemas logísticos de se ter um. Na maioria das situações, um bebê e todo o seu "espaço semântico", é muito bem recepcionado por todas essas "personagens" citadas, numa situação normal e agradável, claro. Entretanto, muitas outras esferas de dificuldades também são experimentadas única e majoritariamente pelos pais. É mais ou menos assim na prática: quando o bebê nasce e quando você é uma pessoa basicamente organizada e sempre tentou manter sua casa limpa, não se tendo empregada: sua casa não ficará mais tão limpa e organizada quanto antes, e o pior, sua disposição para organizá-la já não será também mais a mesma. Se você ama estar com sua esposa, fazendo nada, saindo pra lugares fúteis ou não e falando de pessoas alheias; isso infelizmente já não se dará da mesma forma e você se queixará psicologicamente o porquê de algumas transformações, até chegar ao ponto de após algumas conversas, descobrir que é exatamente essa a razão. Claro, que no caso dos pós-leitores deste meu texto, serão outras questões, novas, que quem sabe, você também me fará lê-las. Fato é que enquanto você, isso é, se for uma pessoa um tanto quanto reflexiva como eu, tenta descobrir as razões de algumas transformações não óbvias e superficias dessa realidade, mas aprofundadas, filosóficas até, desse "momento de paternidade", sua amada companheira simplesmente se vislumbra e delicia de ter um bebê sugando literalmente a sua chance de alimentar a vida.
Ou seja, é praticamente um conflito antropológico-existencial. E, sendo um pouco mais minucioso, você ainda pode ser cobrado por uma falta de assistência emocional, físico-amorosa verbalizada e praticada e, fechando a conta e passando a régua, qual o porquê de não se ter mais um filho, quando todo o sonho e planejamento de ambas as partes, desde que eram adolescentes e começaram a namorar, era apenas 1(um/one/uno) filho. É assim! De repente... tudo muda! Novas possibilidades... novos hábitos comportamentais, enfim... até que em alguns meses após ao nascimento, inicia-se uma harmonização da prática desses novos hábitos. Estou tentando descobrir se por costume e adaptação a estes, ou, surgimento de sentimento de prazer e conforto a tal realidade. E exatamente aqui que poderíamos tratar sobre estes. Mas, deixo isso pra próxima postagem. Grande abraço e excelente tarde.
(Enforcamento de feriado e eu no trabalho preenchendo o tempo)
A sociedade alimenta melosidades e cria paradigmas desonestos para os pais ideológicos. Ou seja, em sua maioria, essa coloca em segundo plano as realidades desse momento. Eu, graças a Deus, tenho a bênção de ter uma excelente esposa, pais e sogros; futuros, ou, agora, em particular, avós do meu filho. Isso resolve a maioria do problemas logísticos de se ter um. Na maioria das situações, um bebê e todo o seu "espaço semântico", é muito bem recepcionado por todas essas "personagens" citadas, numa situação normal e agradável, claro. Entretanto, muitas outras esferas de dificuldades também são experimentadas única e majoritariamente pelos pais. É mais ou menos assim na prática: quando o bebê nasce e quando você é uma pessoa basicamente organizada e sempre tentou manter sua casa limpa, não se tendo empregada: sua casa não ficará mais tão limpa e organizada quanto antes, e o pior, sua disposição para organizá-la já não será também mais a mesma. Se você ama estar com sua esposa, fazendo nada, saindo pra lugares fúteis ou não e falando de pessoas alheias; isso infelizmente já não se dará da mesma forma e você se queixará psicologicamente o porquê de algumas transformações, até chegar ao ponto de após algumas conversas, descobrir que é exatamente essa a razão. Claro, que no caso dos pós-leitores deste meu texto, serão outras questões, novas, que quem sabe, você também me fará lê-las. Fato é que enquanto você, isso é, se for uma pessoa um tanto quanto reflexiva como eu, tenta descobrir as razões de algumas transformações não óbvias e superficias dessa realidade, mas aprofundadas, filosóficas até, desse "momento de paternidade", sua amada companheira simplesmente se vislumbra e delicia de ter um bebê sugando literalmente a sua chance de alimentar a vida.
Ou seja, é praticamente um conflito antropológico-existencial. E, sendo um pouco mais minucioso, você ainda pode ser cobrado por uma falta de assistência emocional, físico-amorosa verbalizada e praticada e, fechando a conta e passando a régua, qual o porquê de não se ter mais um filho, quando todo o sonho e planejamento de ambas as partes, desde que eram adolescentes e começaram a namorar, era apenas 1(um/one/uno) filho. É assim! De repente... tudo muda! Novas possibilidades... novos hábitos comportamentais, enfim... até que em alguns meses após ao nascimento, inicia-se uma harmonização da prática desses novos hábitos. Estou tentando descobrir se por costume e adaptação a estes, ou, surgimento de sentimento de prazer e conforto a tal realidade. E exatamente aqui que poderíamos tratar sobre estes. Mas, deixo isso pra próxima postagem. Grande abraço e excelente tarde.
(Enforcamento de feriado e eu no trabalho preenchendo o tempo)
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