SALADAS LITERÁRIAS
Este espaço é reservado para discussões sobre temas diversos atuais ou antigos, mas que de alguma forma influenciam e tornam-se esclarecedores. Religião, literatura, moda, sexualidade, música, teatro, saúde, beleza etc... "uma salada só", mas quando bem preparadas e com bons ingredientes literários, as "saladas" são, com certeza, nutritivas e promovem saúde física, moral, espiritual, social, intectual e outros "ais" por aí... kkk ! Conto com sua participação e comentários por aqui, fique à vontade, critique... escreva! Abraços!
"(...) Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir (...)"
Machado de Assis - Memórias Pórtumas de Brás Cubas
"(...) Grande coisa é haver recebido do céu uma partícula da sabedoria, o dom de achar as relações das coisas, a faculdade de as comparar e o talento de concluir (...)"
Machado de Assis - Memórias Pórtumas de Brás Cubas
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Homenagem ao meu sogro Lourival Bernardo Gomes Filho
Neste mês perdemos um grande amigo, digo perdemos porque sei que é assim que minha família o considera. Minha adorada esposa o cita dessa forma. O Câncer o tirou de nós e desde de o dia quatro de agosto dorme com Senhor. São momentos inesquecíveis e fortes que jamais sairão de nossas cabeças, de nossas lembranças. Faleceu justamente no dia em que Luana completou vinte e seis anos de idade, um dia em que não houve comemoração, mas gratidão a Deus por ter Ele feito tudo conforme Sua Soberana vontade, apesar da dor, vivida por todos nós, amigos e familiares, presentes ali, no CTI do Hospital Nossa Senhora do Carmo em Campo Grande. Em mais um fim de semana, um domingo, na verdade. Apenas o segundo domingo após a cirurgia realizada na semana anterior, precisamente no sábado, durante todo o dia, em que partes de seu duodeno, pâncreas e estômago foram retirados, assim como o tumor de quatro centímetros que os atingia, além de uma pedra na vesícula, responsáveis pela obstrução do canal biliar e infecção presente. No domingo, após a Santa Ceia do Senhor, lá fomos nós visitar o nosso grande amigo, enquanto a igreja rogava por ele. Seu quadro havia melhorado desde a quinta-feira anterior, os órgãos voltando a funcionar, a infecção sendo combatida, os devaneios diminuindo e sua angústia por água já não manifesta. Mas, a visita que estava marcada para as onze horas da manhã estava atrasada para todos os entes que aguardavam. Minutos se passam e a angústia se inicia, pois pelo passar dos minutos, já não havia mais quem chegasse para visitação de apenas uma hora. Por um momento a porta se abre e ao fundo da sala percebemos a movimentação de médicos em torno do leito onde se encontrava nosso amigo, meu sogro. Aguardando já estavam seu filho Fábio, sua irmã Rosa, sua esposa Glória, sua filha Luana, seu genro Wellington e seu neto Pedro, aguardando informações; logo em seguida seu amigo e vizinho Alberto Souza aguarda da mesma forma. De repente o profissional da saúde informa que em breve será liberada a entrada de todos, mas que estavam em procedimento, por isso o atraso. Mais alguns minutos se passaram e o Pedro teve fome. Um médico chama minha sogra e avisa que o nosso amigo piorou muito na última noite e por isso teve de ser entubado e que a cena que veriam era forte. Mais alguns minutos e então, Pedro muito agitado. Desci com ele pra comer e beber alguma coisa. Alguns minutos depois na lanchonete do hospital, enquanto pedíamos o lanche, Souza, vizinho de nosso grande amigo, vai ao nosso encontro e me ajuda levando o lanche até a mesa e segurando as bolsas, enfim. Enquanto Pedro e eu lanchávamos, ofereci os dois álbuns de fotografias recentes do Pedro para que visse, nos fazendo companhia. Em seguida, ele sobe e eu permaneço mais alguns minutos, até que o Pedro dorme profundamente. Subi novamente para o terceiro andar do Hospital e lá encontrei apenas o Souza e a Rosa. Ele rapidamente me informa que já haviam entrado a alguns minutos. De repente, gritos de desespero e choro. Tivemos dificuldade de reconhecer, tamanha revolta misturada com lágrimas e soluços... era uma mulher. Mais um segundo e afirmei: Glória. Rosa e Souza ainda incertos. Pedro dorme profundamente nos meus braços já cansados e eu esperançoso afirmava que possivelmente seu quadro de infecção havia se agravado, amenizando minha angústia e impossibilidade de ação. Realista, Souza se dirige até bem próximo à sala e indaga sobre nosso amigo Lourival, retorna e informa bem próximo aos meus ouvidos: "Perdemos nosso amigo Lourival". Choro, reflexão e uma Paz de Deus nos acompanham até então. Sem festa e feliz aniversário pra você, Luana. Mas só neste ano... lembraremos sempre de nosso amigo nesse dia tão especial e o faremos exatamente como ele faria: festejaremos. Mistérios de Deus...ao meu sogro agradeço pela confiança e carinho, por ter marcado um momento profissional de minha vida, me trazendo oportunidade, apesar das grandes dificuldades financeiras e de gestão em que se encontrava nosso ambiente de trabalho nos últimos dias. Obrigado. Sua partida dessa terra completou a decisão minha e de minha família, me fazendo buscar novas oportunidades e encher meu coração de gratidão e boas lembranças tuas, caro amigo. Sei que Deus compreende esse "diálogo"... não estamos preparados para lidar com a morte. Deus, entrego a Ti os meus dias e as novas perspectivas. Prossigamos!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Paz...céu lindo céu, nosso Castelo Forte
"...Já não se ama como Cristo ensinou, amai-vos uns aos outros, um novo mandamento dou
Só se vê ódio, rancor e ambição, coisas que estragam e escravizam o coração...
é tempo de acordar e de se dar as mãos, é tempo de unir e não de separar.
Pois hoje é tempo de estar mais junto a Deus, o fim está aí!..."
Essa é uma das canções que cantava em coro quando pré-adolescente. Pertence a um grande cantor do meio evangélico, criado na igreja onde congrego. A letra da canção nos traz muita reflexão, alerta e tristeza, quando percebemos que, de fato, não se trata de uma esfera unicamente poética, mas realidade. É preciso falar de amor e não se conformar com indústrias disfarçadas de igrejas ou máquinas de arrecadarem dinheiro em prol de causas fúteis e ainda como se não bastasse, escravizam pessoas e seus talentos. Adoremos a Deus, na beleza de sua santidade. Simples como a pomba, prudente como a serpente. Humilde como Cristo, esperançoso de riquezas celestiais. Prossigamos!
Só se vê ódio, rancor e ambição, coisas que estragam e escravizam o coração...
é tempo de acordar e de se dar as mãos, é tempo de unir e não de separar.
Pois hoje é tempo de estar mais junto a Deus, o fim está aí!..."
Essa é uma das canções que cantava em coro quando pré-adolescente. Pertence a um grande cantor do meio evangélico, criado na igreja onde congrego. A letra da canção nos traz muita reflexão, alerta e tristeza, quando percebemos que, de fato, não se trata de uma esfera unicamente poética, mas realidade. É preciso falar de amor e não se conformar com indústrias disfarçadas de igrejas ou máquinas de arrecadarem dinheiro em prol de causas fúteis e ainda como se não bastasse, escravizam pessoas e seus talentos. Adoremos a Deus, na beleza de sua santidade. Simples como a pomba, prudente como a serpente. Humilde como Cristo, esperançoso de riquezas celestiais. Prossigamos!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Seguem, conforme prometido, as cenas do próximo capítulo, ou melhor, o lado positivo e inexplicável de uma paternidade.
Eu acredito que essa, de fato, é encarada emocionalmente junto com a mãe , obviamente de uma forma diferente, mas é sentido sim. É um sentimento muito bom, talvez algo comparado como acontece às grandes ficções cinematográficas, em que pessoas normais podem se transformar em super-heróis e salvar pessoas de grandes perigos. Mais ou menos assim é o sentimento em relação ao futuro filho, mesmo sabendo que posteriormente e provavelmente, as coisas serão bem diferentes.
Durante toda a gravidez é como se você também fosse uma espécie de Castelo Forte, ou melhor, realmente se sentisse assim, em decorrência da fragilidade em tantos aspectos da futura mamãe, sua companheira. Isso é bom de alguma forma, pois a mãe se apega emocionalmente aos seus próprios sentimentos de fragilidade e se une a você, como se administrar com amor e paciência as crises de enjoos, as rejeições aos cheiros que levam a estes e os desejos inesperados por alimentos pouco ou nunca consumidos antes, significassem, de fato, como o maior dos nobres gestos, ou seja, "uma grande prova de amor". Isso é muito legal porque fortalece o que se deve ter como principal numa relação: amizade.
O desconhecido assombra e faz viver novas experiências em muitos aspectos, e o passar dos meses denota vários momentos, para os outros, ocorridos num piscar de olhos; e pra você, num bocejar de um sono intenso. São dias emocionantes e ao mesmo tempo normais, com brigas e discussões também, mas estas, muitas vezes praticadas por você, por puro esquecimento de que existe uma coisa nova, ou melhor, um novo ser integrante da família... um bebê, pois se lembrasse mais constantemente disso, como se da mesma forma, o sentisse mexendo dentro de você, talvez aquelas quase inexistiriam. Todas essas novas e boas emoções se integram assim como os aplausos ao fim de um grande espetáculo, ao ouvir o choro... um som, um sentimento praticado como que por uma parte sua, sem o seu comando neurológico... algo cósmico, vivenciado nessa proporção e dessa forma, posso eu dizer até agora, apenas naquele minuto em que se inicia a vida, não qualquer uma, ressalto. "Cósmico"... sobrenatural...indescritível.
Segue a vida e o seu lado bom, com um cheirinho de amaciante de bebê maravilhoso, o apoio da família no que for preciso e os gestos carinhosos dos melhores amigos presentes. O olhar do seu bebê, o soninho angelical e o emocionante sorriso, crescem a cada dia em sentimento, lhe trazendo vontade de ficar sempre perto e perceber cada vez mais seu desenvolvimento. E segue a vida em seu círculo até o presente momento; pra constatar basta retornar à postagem anterior.
Abraços e até a próxima!!!
Eu acredito que essa, de fato, é encarada emocionalmente junto com a mãe , obviamente de uma forma diferente, mas é sentido sim. É um sentimento muito bom, talvez algo comparado como acontece às grandes ficções cinematográficas, em que pessoas normais podem se transformar em super-heróis e salvar pessoas de grandes perigos. Mais ou menos assim é o sentimento em relação ao futuro filho, mesmo sabendo que posteriormente e provavelmente, as coisas serão bem diferentes.
Durante toda a gravidez é como se você também fosse uma espécie de Castelo Forte, ou melhor, realmente se sentisse assim, em decorrência da fragilidade em tantos aspectos da futura mamãe, sua companheira. Isso é bom de alguma forma, pois a mãe se apega emocionalmente aos seus próprios sentimentos de fragilidade e se une a você, como se administrar com amor e paciência as crises de enjoos, as rejeições aos cheiros que levam a estes e os desejos inesperados por alimentos pouco ou nunca consumidos antes, significassem, de fato, como o maior dos nobres gestos, ou seja, "uma grande prova de amor". Isso é muito legal porque fortalece o que se deve ter como principal numa relação: amizade.
O desconhecido assombra e faz viver novas experiências em muitos aspectos, e o passar dos meses denota vários momentos, para os outros, ocorridos num piscar de olhos; e pra você, num bocejar de um sono intenso. São dias emocionantes e ao mesmo tempo normais, com brigas e discussões também, mas estas, muitas vezes praticadas por você, por puro esquecimento de que existe uma coisa nova, ou melhor, um novo ser integrante da família... um bebê, pois se lembrasse mais constantemente disso, como se da mesma forma, o sentisse mexendo dentro de você, talvez aquelas quase inexistiriam. Todas essas novas e boas emoções se integram assim como os aplausos ao fim de um grande espetáculo, ao ouvir o choro... um som, um sentimento praticado como que por uma parte sua, sem o seu comando neurológico... algo cósmico, vivenciado nessa proporção e dessa forma, posso eu dizer até agora, apenas naquele minuto em que se inicia a vida, não qualquer uma, ressalto. "Cósmico"... sobrenatural...indescritível.
Segue a vida e o seu lado bom, com um cheirinho de amaciante de bebê maravilhoso, o apoio da família no que for preciso e os gestos carinhosos dos melhores amigos presentes. O olhar do seu bebê, o soninho angelical e o emocionante sorriso, crescem a cada dia em sentimento, lhe trazendo vontade de ficar sempre perto e perceber cada vez mais seu desenvolvimento. E segue a vida em seu círculo até o presente momento; pra constatar basta retornar à postagem anterior.
Abraços e até a próxima!!!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Agora estou vivendo a experiência de ser pai. Não é tarefa fácil expressar com palavras escritas à respeito de um sentimento que ainda se amadurece em meu ser. Prontamente posso afirmar que é algo meio estranho; digo isso porque tento ser o mais racional possível, sabendo que o mundo real não é feito de coisas unicamente positivas, quando se trata de paternidade em seu sentido amplo.
A sociedade alimenta melosidades e cria paradigmas desonestos para os pais ideológicos. Ou seja, em sua maioria, essa coloca em segundo plano as realidades desse momento. Eu, graças a Deus, tenho a bênção de ter uma excelente esposa, pais e sogros; futuros, ou, agora, em particular, avós do meu filho. Isso resolve a maioria do problemas logísticos de se ter um. Na maioria das situações, um bebê e todo o seu "espaço semântico", é muito bem recepcionado por todas essas "personagens" citadas, numa situação normal e agradável, claro. Entretanto, muitas outras esferas de dificuldades também são experimentadas única e majoritariamente pelos pais. É mais ou menos assim na prática: quando o bebê nasce e quando você é uma pessoa basicamente organizada e sempre tentou manter sua casa limpa, não se tendo empregada: sua casa não ficará mais tão limpa e organizada quanto antes, e o pior, sua disposição para organizá-la já não será também mais a mesma. Se você ama estar com sua esposa, fazendo nada, saindo pra lugares fúteis ou não e falando de pessoas alheias; isso infelizmente já não se dará da mesma forma e você se queixará psicologicamente o porquê de algumas transformações, até chegar ao ponto de após algumas conversas, descobrir que é exatamente essa a razão. Claro, que no caso dos pós-leitores deste meu texto, serão outras questões, novas, que quem sabe, você também me fará lê-las. Fato é que enquanto você, isso é, se for uma pessoa um tanto quanto reflexiva como eu, tenta descobrir as razões de algumas transformações não óbvias e superficias dessa realidade, mas aprofundadas, filosóficas até, desse "momento de paternidade", sua amada companheira simplesmente se vislumbra e delicia de ter um bebê sugando literalmente a sua chance de alimentar a vida.
Ou seja, é praticamente um conflito antropológico-existencial. E, sendo um pouco mais minucioso, você ainda pode ser cobrado por uma falta de assistência emocional, físico-amorosa verbalizada e praticada e, fechando a conta e passando a régua, qual o porquê de não se ter mais um filho, quando todo o sonho e planejamento de ambas as partes, desde que eram adolescentes e começaram a namorar, era apenas 1(um/one/uno) filho. É assim! De repente... tudo muda! Novas possibilidades... novos hábitos comportamentais, enfim... até que em alguns meses após ao nascimento, inicia-se uma harmonização da prática desses novos hábitos. Estou tentando descobrir se por costume e adaptação a estes, ou, surgimento de sentimento de prazer e conforto a tal realidade. E exatamente aqui que poderíamos tratar sobre estes. Mas, deixo isso pra próxima postagem. Grande abraço e excelente tarde.
(Enforcamento de feriado e eu no trabalho preenchendo o tempo)
A sociedade alimenta melosidades e cria paradigmas desonestos para os pais ideológicos. Ou seja, em sua maioria, essa coloca em segundo plano as realidades desse momento. Eu, graças a Deus, tenho a bênção de ter uma excelente esposa, pais e sogros; futuros, ou, agora, em particular, avós do meu filho. Isso resolve a maioria do problemas logísticos de se ter um. Na maioria das situações, um bebê e todo o seu "espaço semântico", é muito bem recepcionado por todas essas "personagens" citadas, numa situação normal e agradável, claro. Entretanto, muitas outras esferas de dificuldades também são experimentadas única e majoritariamente pelos pais. É mais ou menos assim na prática: quando o bebê nasce e quando você é uma pessoa basicamente organizada e sempre tentou manter sua casa limpa, não se tendo empregada: sua casa não ficará mais tão limpa e organizada quanto antes, e o pior, sua disposição para organizá-la já não será também mais a mesma. Se você ama estar com sua esposa, fazendo nada, saindo pra lugares fúteis ou não e falando de pessoas alheias; isso infelizmente já não se dará da mesma forma e você se queixará psicologicamente o porquê de algumas transformações, até chegar ao ponto de após algumas conversas, descobrir que é exatamente essa a razão. Claro, que no caso dos pós-leitores deste meu texto, serão outras questões, novas, que quem sabe, você também me fará lê-las. Fato é que enquanto você, isso é, se for uma pessoa um tanto quanto reflexiva como eu, tenta descobrir as razões de algumas transformações não óbvias e superficias dessa realidade, mas aprofundadas, filosóficas até, desse "momento de paternidade", sua amada companheira simplesmente se vislumbra e delicia de ter um bebê sugando literalmente a sua chance de alimentar a vida.
Ou seja, é praticamente um conflito antropológico-existencial. E, sendo um pouco mais minucioso, você ainda pode ser cobrado por uma falta de assistência emocional, físico-amorosa verbalizada e praticada e, fechando a conta e passando a régua, qual o porquê de não se ter mais um filho, quando todo o sonho e planejamento de ambas as partes, desde que eram adolescentes e começaram a namorar, era apenas 1(um/one/uno) filho. É assim! De repente... tudo muda! Novas possibilidades... novos hábitos comportamentais, enfim... até que em alguns meses após ao nascimento, inicia-se uma harmonização da prática desses novos hábitos. Estou tentando descobrir se por costume e adaptação a estes, ou, surgimento de sentimento de prazer e conforto a tal realidade. E exatamente aqui que poderíamos tratar sobre estes. Mas, deixo isso pra próxima postagem. Grande abraço e excelente tarde.
(Enforcamento de feriado e eu no trabalho preenchendo o tempo)
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